THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES �

Tuesday, April 24, 2007

“Jingle Bells, jingle bells, acabou o papel...”

Fala aí: como deixar de usar papel higiênico???

Me preocupo com o planeta; choro quando vejo documentários ou reportagens de queimadas, vazamentos de óleo, devastação. Sinto pena de bichinhos silvestres e domésticos mortos ou maltratados, acho o homem o pior dos animais da fauna terrestre. Pode ver num post anterior: até torço para que o “efeito da estufa” climática que o ser humano cultiva em nome do progresso (financeiro, claro) seja a devastação de todas as pessoinhas que estragam esse planeta lindo. Tenho consciência ecológica suficiente para fazer o meu: não desperdiçar água, não jogar lixo fora da lixeira, economizar energia etc. Mas essa onda de “politicamente correto” precisa ter limites!


Cheguei a essa conclusão quando li na Internet a seguinte pérola. “Vamos usar menos papel higiênico’, pede Sheryl Crow em campanha pelo meio ambiente”. Como assim “menos papel higiênico”? É para usar os dois lados? Ou só um quadradinho por cada vez que eu for “sujar a louça”? Talvez eu deva apelar para o famoso “chuveirinho” – hum, melhor não... água é recurso escasso, não quero me arriscar a ver a Sheryl Crow surgindo em um momento tão introspectivo para me dar reprimendas ecológicas. Deveria então fazer uso de toalhinhas abjetas, que eu lavaria depois do “trabalho sujo” e usaria tantas e quantas vezes fosse possível?
Senhoras e senhores, sob risco do Green Peace me botar na lista negra, eu aviso: NÃO ABRO MÃO DO LIVRE USO DO PAPEL HIGIÊNICO! Aturo político corrupto; ônibus lotado; engarrafamento no rush; um imposto de renda absurso; IPVA; cólica menstrual; BBBs e a programação dominical da TV aberta. Mas de usar quantos pedacinhos de papel higiênico (e dos macios) para limpar meu barro, ops, minha barra, já é demais. Ainda mais porque a Sheryl Crow pediu... Logo ela, que estragou o musicão “Sweet Child O´Mine” numa versão que me provoca revertérios suficientes para correr para o banheiro e ficar lá horas a fio...

“Não faz mal, não faz mal... Limpa com jornal (porque a Shreyl Crow quer)”

Alfreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo!!!

Não sou do tipo canalha inveterada, mas também não sou candidata à vaga de Madre Teresa de Calcutá. Sou honesta o bastante para criticar escândalos de corrupção, negociatas, esquemas sórdidos, impunidade desmedida sem refletir hipocrisia. Mas definitivamente não sou santa. Falo mal (e muito) de quem não gosto; já inventei compromissos “pós-agendados” para evitar compromissos “pré-agendados” que em nada me interessavam. Já pulei muro de vizinho para pegar fruta caída no chão. Como carne vermelha e verduras na proporção de cem para um. Amo Coca-Cola, não adianta me passar email que ela desentope pia (se é verdade, é o desentupidor de pia mais gostoso do planeta!). Já fiz xixi em piscina, já arrotei alto na rua, já fiz guerra de bolinha de papel e já zoei com professor em sala de aula. Faço uso de deboche, sarcasmo, chiste e pilhéria de todas as ordens para sacanear alguém e/ou algo com o(s) qual(is) eu discorde mortalmente. Já tive flatulência no elevador, apesar de só me permitir fazer isso quando estou absolutamente só no mesmo. Já disse que gostei de um presente mesmo tendo detestado. Não sou perfeita, sou normal. E não abro mão do meu papel higiênico!!

Monday, April 23, 2007

Santo guerreiro!

Vinícius de Moraes já dizia: a fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer. Salve São Jorge, santo guerreiro!

O dia que me encontrei com Daniel Azulay


Estudar é um dos grandes prazeres que tenho na vida. Esta semana, assisti a um ciclo de palestras e workshops no Infnet. Aliás, vou ser sincera: quando decidi participar do ciclo, foi por causa de uma palestra. A palestra com Daniel Azulay.


Daniel Azulay é um ídolo de infância. Pela TV, o programa dele mostrava coisas que até hoje adoro fazer: pintar, desenhar, fazer trabalhos manuais, inventar. O mundo dele era um mundo de sonhos e sonhos daqueles que a gente tem de olhos abertos. Sonhos tão bons que até hoje alegram minha realidade.Por isso, quando vi que ele estaria no evento, fiz de tudo para estar presente. E valeu cada minuto... Valeu por descobrir que ele “é de verdade”. Valeu por ter visto a simpatia, a simplicidade, a humildade. Valeu pelos momentos que o mundo de sonhos se tornou real diante dos meus olhos. Algodão-doce, mas bem doce mesmo para mim!

Tuesday, April 03, 2007

Tipos Típicos 01: O “Milirritante” Político

Você conhece alguém assim... Ou então, ainda vai conhecer (não é ameaça, é fato...).

Inauguro a série “Tipos Típicos”, onde pretendo descrever alguns “bichinhos” comuns da grande fauna humana.
O primeiro espécime é o “Milirritante” Político. Os “milirritantes” costumam aparecer em bandos somente de dois em dois anos, quando se encontram em mesas de bar, grêmios estudantis ou comícios na época das eleições. Assistem aos telejornais fazendo comentários do tipo variações do mesmo tema: “Agora estão tramando isso!” ou “Governo sem-vergonha!!!!!! Sabia que estavam armando alguma coisa... Bem feito!!!!!!! Quem mandou votarem nele”. Destaque forçado para as exclamações... Se for o Jornal Nacional então, a exaltação provavelmente será maior; hoje em dia, o telejornal número um da Globo consegue desagradar “milirritantes” de todos os tipos: direita, centro ou esquerda. Talvez porque para eles, tudo é motivo para denotar conspiração. São desconfiados e “astutos”, portanto. Sherlock Holmes perde fácil na hora de desvendar tantas tramas rocambolescas na política.

O “milirritante” tem também um super-poder: a visão além do alcance. Enxergam sempre mais – e principalmente, melhor – do que todos os outros seres humanos (exceto claro, os “milirritantes” da mesma tribo). É comum ouvir frases como “o povo não enxerga” ou “isso é claro como água”. Só não enxergam mesmo é como é chato para os seres humanos comuns ficar ouvindo essa ladainha, mas tudo bem...

Quando não está em bando, o “milirritante” tem formas de ataque previsíveis: preferem as filas de banco, os ônibus, alguns bancos de praça, esquinas (botecos, padarias e bancas de jornais) e claro, a Internet. Nos intervalos entre uma eleição e outra, os emails podem até diminuir a freqüência, mas hora ou outra pintam, principalmente para falar do presidente. Se este for do mesmo tipo, virão PPTs intermináveis ou tratados idem para entupir sua caixa de entrada. Se for do tipo do partido adversário, a tendência é que você receba cantilenas dignas de terrorista, desfiando linhas de um pensamento conspiratório cristalino (para eles, diga-se de passagem) a respeito das atitudes do governo atual. E seja qual for sua posição política, tudo que você vai querer é uma revolução... na qual a reivindicação principal seja simplesmente o direito de não receber emails desse tipo! Para os “milirritantes” reais, nada como um bom fone de ouvido; para os virtuais, nada como um “bloquear remetente” ou simplesmente o redentor botão “Delete”.

Se dois “milirritantes” de tipos diferentes se encontrarem, saia de perto. Pode sobrar para você. Vale lembrar que “milirritantes” não gostam de ser contrariados; então, se conseguir ficar perto deles mais de 30 segundos, melhor não dar papo, argumentar. Há neles uma capacidade inesgotável de encherem a paciência alheia.

Tuesday, March 06, 2007

Tolerância zero - II

Tá o cão mesmo... Mas anticristo é demais para mim!



“Britney se diz 'anticristo' antes de tentar suicídio de novo”. Essa manchete estava hoje em vários sites que visitei pela manhã quando lia as notícias do dia. Para piorar, o subtítulo diz que a “cantora” tatuou o número 666 na cabeça recém-raspada. Até concordo que ouvir um CD dela é um inferno e que ela está feia como o capeta depois de arrancar o siso, mas dá para levar a sério? Ô falta de problema na vida...

Tolerância zero - I

“Sempre sonhei em conhecer uma mulher assim a minha vida inteira”. Legal ouvir isso de um cara quando já há uma relação estável e duradoura. Agora, o que você acharia se um homem te dissesse isso poucas horas depois de te conhecer? Cantada barata? Caô? “Um-sete-um” sentimental? Louco psicopata?
Acho qualquer uma dessas alternativas mais sensatas do que acreditar numa baboseira dessas. A pérola foi dita pelo personagem de Fábio Assunção para a personagem de Alessandra Negrini, na nova novela global das 21h. Horário nobre? Ah, tá bom....

Tuesday, February 27, 2007

31 reflexões (uma para cada ano de vida)

Fiz 31 recentemente. E não foi DDD... Fiz 31 anos e para cada ano de vida, fiz uma reflexão. Quem tiver paciência, pode ler um por um.

1 – Atualmente, os humanos “menos” direitos são os que mais têm defensores dos direitos humanos.

2 – Políticos são aquelas pessoas que o povo elege para defender os interesses que não interessam ao povo.

3 – Eu gostaria de acreditar que a máxima “os fins justificam os meios” fosse usada apenas pelos profissionais de mídia.

4 – Pelo que vejo nas ruas, muitas crianças reinventaram a frase “se a vida te der um limão, faça uma limonada”. A ordem agora é “se a vida te der um limão, arranje mais dois e jogue para o alto num sinal”.

5 – Consciência é aquilo que deveria condenar ou absolver uma pessoa, independente do veredicto de um juiz.

6 – Estamos numa época em que há muita gente preferindo não acordar quanto tem pesadelos – a realidade anda pior.

7 – Virose é o diagnóstico de todos os males da saúde que os médicos não têm a menor idéia do que sejam.

8 – Ninguém compra um Rolex para ver as horas, muito menos bebe Perrier para matar a sede.

9 – Fofoca é tudo aquilo que os vizinhos falam da vida alheia; quando nós falamos dos outros, vira “informação”.

10 – Assim como existe o “mau perdedor”, existe o “mau vencedor”. E este segundo é cada vez mais freqüente.

11 – Não acho que viver seja respirar. Acho que só vivemos mesmo naqueles momentos que, de tão felizes, acabamos perdendo o fôlego.

12 – Depois da pesquisa da ONU sobre o meio-ambiente, acho que para viver um homem precisa: escrever um livro (em papel reciclado); ter um filho (preparado para viver no calor e saber nadar nas grandes inundações); plantar não uma, mas várias árvores.

13 – As pessoas que se apegam exageradamente às marcas são exatamente aquelas que não têm deixado marca alguma no mundo.

14 – Nietsche disse: “odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia”. Completo: principalmente se for com conversa fiada no ônibus.

15 – Gente folgada e erva daninha precisam ser cortadas no início; caso contrário, crescem e tomam conta de tudo.

16 – Cada vez que assisto a uma partida de futebol, me pergunto o motivo o que há de tão especial nisso. E como não encontro a resposta, sigo assistindo jogos e mais jogos de tudo quanto é campeonato do planeta.

17 – Conexão wireless, celulares que pegam até embaixo d´água, GPS, chips... Não se engane: toda esse tecnologia só serve para que se chefe te encontre mais facilmente a qualquer hora do dia (ou da noite).

18 – As pessoas pagam cada vez mais caro por aparelhos que exibem vídeos/fotos, tocam MP3, conectam à Internet, fazem gelo, coam café... E essas mesmas pessoas sabem usar tudo isso cada vez menos.

19 – Conversa fiada não devia ter esse nome; conversa que você não está interessado devia ser conversa paga (e paga à vista, sem esse papo de fiada).

20 – Um livro ruim ainda pode ter alguma utilidade. Uma pessoa ruim, nem isso.

21 – Se me vir numa briga, não separe; dê uma tesoura voadora e me apóie, isso sim.

22 – Não entendo a expressão “politicamente correta”. O que há de mais incorreto no mundo é sempre feito “politicamente”.

23 – Falo sozinha. Tenho culpa se tenho bom papo?

24 – Nada mais burro do que mesquinharia. Tem gente que, por medo de viver na miséria no futuro, vive como miserável hoje. Tem lógica?

25 – O mundo estaria bem melhor se as pessoas assumissem os filhos e os erros com seriedade.

26 – Amizade só vale se for que nem bumerangue: na base do vai e volta. Se só um lado se doa ou cede, mais cedo ou mais tarde, a amizade arrebenta.

27 – Em 90% dos casos, quando alguém pergunta o que você acha sobre ela, não está querendo saber o que você pensa realmente; está apenas querendo confirmar o que ELA pensa sobre si mesma.

28 – O dízimo é propagado por muitos como forma de conseguir uma vaga no céu. E isso se tornou uma negociata dos diabos.

29 – Digam o que quiserem: só me interesso por “auto-ajuda” se meu carro estiver enguiçado.

30 – O que diriam os homens se as mulheres estivessem “governando” o mundo há milênios e o resultado fosse esse caos que é o planeta hoje? Hein, hein?

31 – Fazer aniversário é completar um ano a mais ou um a menos. Depende do ângulo. Mas depende mais ainda da forma que você encara a vida.

Monday, February 12, 2007

À Procura da Felicidade


Tocante. Redentor. Humano. Sensível. Emocionante. Qualquer adjetivo na linha dos anteriores encaixa como uma luva na definição do filme “À Procura da Felicidade”. Sabe aqueles filmes que você precisa ter em casa para ver e rever sempre que precisar de uma forcinha extra? Naquela hora que o peso das coisas nos obriga a baixar a cabeça... Naquele momento que a correria do cotidiano não nos deixa ver as grandes riquezas que muitas vezes possuímos? Esse filme é um deles... É remédio para a alma. É uma ode aos poucos seres humanos que fazem da grandeza de espírito e de propósito um caminho. “O” caminho.

Acho mesmo que pessoas como o protagonista do filme é que têm impedido a mão dos deuses de apertar “Ctrl+Alt+Del” para a humanidade. Chorei muito, lavei o rosto mesmo de tanto chorar. Chorei de alívio, por ver tanto esforço recompensado. Chorei de esperança, tentando apreender lições para minha vida. Chorei de dor, porque realmente o ser humano pode ser grandioso, mas costuma se apegar a coisas pequenas.

Está à procura da felicidade? Talvez o filme não responda como consegui-la. Mas se estiver à procura de um incentivo para achá-la e correr atrás dela com força, pode correr para o cinema.


Thursday, February 08, 2007

Vingança? Não... A auto-defesa de Gaia

Essa é a estátua da deusa Gaia, a deusa da Terra.


Foi com uma certa satisfação que li as previsões do relatório feito pela ONU sobre as condições climáticas da Terra. Não porque dissesse coisas boas, mas exatamente pelo contrário: o relatório foi incisivo em relação ao futuro do planeta e a perspectiva é a pior possível.Até 2100, a temperatura global vai aumentar 4ºC; haverá fortes ondas de calor, as inundações serão cada vez mais freqüentes, uma infinidade de ciclones tropicais, tufões e furacões aparecerá de forma intensa. A água potável diminuirá, claro, e o mar, com a elevação de suas águas, vai provocar o desaparecimento de e superfícies férteis.
Surgirão os chamados “refugiados do clima”. Ou se preferirem “seres-humanos-com-o-rabo-entre-as-pernas”, perambulando de um lado para outro, culpando Deus, o Diabo, a Natureza e qualquer bode expiatório pelas desgraças que chegarão. Mea culpa? Nem pensar. O ser humano é o animal mais covarde, mais inconseqüente, mais burro, mais cruel do planeta como conhecemos hoje. E só porque o planeta está mudando, não creio realmente que acontecerá o mesmo com o homem. Ainda bem...
Ainda bem porque simplesmente a humanidade já acabou faz tempo. E para evitar que o mesmo aconteça com esse planeta, é preciso varrer o Homem de sua superfície. Pena que alguns animais, plantas, paisagens irão junto. Mas de coração, creio que a Terra se recriará com força e criatividade. E espero eu, sem nenhum resquício desse átomo pretensioso, egoísta e vil chamado ser humano.
Não, não vejam em mim uma pessoa amarga ou descrente. Sou o contrário disso. Por isso mesmo, não agüento mais. Não agüento mais tanta estupidez, tanta crueldade, tanta falta de solidariedade. Ah, estou sendo radical? OK. Mas não posso dizer menos que isso depois de saber que ontem, 08/02/2007, um menino de seis anos foi arrastado por um carro por sete longos quilômetros (quatro bairros), preso ao cinto de segurança do Corsa prata que foi roubado de sua mãe. Século XXI, Rio de Janeiro. Podia ter sido na Idade Média, se já tivessem inventado o automóvel.
Não, errada não sou eu por torcer para “Gaia” varrer a humanidade. Errado é quem afirma que o planeta fará isso por vingança. Mentira! Sentimento de vingança é coisa típica dos humanos. Gaia não está se vingando; é auto-defesa. Pura e simples.

P.S.: Gaia é deusa da Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora quase absurda. Segundo Hesíodo, ela é a segunda divindade primordial, nascendo após Caos. Viva Gaia!

Monday, January 22, 2007

Açúcar para adoçar o mundo...

Tenho sérias dificuldades de dormir cedo aos domingos. Acho que é porque curto demais o fim de semana e quero aproveitar até a última gota. Ou simplesmente porque domingo é “O” dia quando o assunto é futebol e as mesas-redondas me tentam como o capeta fez com Cristo no deserto. Só que Ele conseguiu resistir; eu, nem sempre. Enfim... Ontem tentei dormir mais cedo. Deitei 22h30. Salvo raríssimas exceções, um recorde para um domingo. Já começava a pregar no sono, quando às 23h41 (olhei no relógio do vídeo), o telefone toca. Atendo rápido, com o coração aos pulos.
- Dona Quirina, a senhora pode me emprestar duas colheres de açúcar?
- Hããã?!? O quê?!
- Duas colheres de açúcar...É trote, pensei.
- Quem tá falando?
- É Luciana, Dona Quirina.
- Você discou errado!!! E desliguei. Essa última frase saiu num tom grosso, ríspido, de quem tinha sido acordada por um “doce” engano. Bolei respostas grosseiras que não dei e as quais nem vou colocar aqui porque esse é um blog de família.
Mas hoje durante a meditação em trânsito (ou pensamentos para ocupar a mente durante um engarrafamento), achei até legal. Legal saber que ainda há espaço no mundo para uma pessoa pedir duas colherinhas de açúcar a outra, coisa que eu só tinha ouvido falar. Duas colheres de açúcar, às 23h40 de um domingo, podem adoçar toda uma sociedade mergulhada em egoísmo.

P.S.: Ô Luciana, desculpe pelo tom de voz grosso, ok?

Wednesday, January 17, 2007

Você conhece os Tincoãs?

Tincoãs: vale a pena conhecer

Minha mãe sempre falou bastante dos músicos que ela gosta. Boa parte deles já estava no andar de cima quando eu era criança e o restante, foi indo ao longo dos anos ou já tem visto provisório para o além. Não que minha mãe seja idosa; é que ela aprendeu a admirar boa parte desses artistas ainda pequena ou com minha avó. Enfim... Fato é que, ao longo do tempo (e por falta de opções na música atual), passei a curtir alguns desses nomes também. Até porque alguns caras que curtia demais também cantaram para subir: Renato Russo, Kurt Cobain, Cazuza... Como me sobrou coisas como NX Zero, MC Leozinho e afins, me abri para “as dicas musicais” da mamãe. E descobri Roberto Ribeiro, Clara Nunes, ChicoBuarque, Cantores de Ébano e por aí vai. Mas uma das descobertas que mais gosto, uma das que mais me arrepiam cada vez que ouço é um grupo chamado “Tincoãs”. Conhece? Já ouviu falar?Infelizmente, é provável que não. Mas acredite: poucos grupos têm tanta brasilidade quanto este. Na há nada parecido na atualidade. As vozes, de timbres puros e firmes, formam um conjunto perfeito. O som, que mistura percussão e cordas, é irresistível. E beleza é uma palavra que resume bem a combinação entre letras e melodias. Achei um ótimo texto sobre eles neste site.Tenho a sorte de ter um CD deles, que um dia meu irmão achou numa loja no Centro e deu para minha mãe. Vez por outra, eu seqüestro e ouço. Vale a busca na Internet pelos arquivos dos caras. Vale ver a comunidade dos Tincõas no Orkut. Vale resgatar um pouco da nossa história musical, que já produziu muita coisa boa que anda perdida por aí.

Tuesday, December 26, 2006

Movimento das estrelas, movimento da vida

Hoje vi essa foto no álbum do portal UOL. A legenda dizia “Imagens captam movimento das estrelas em cima das montanhas de Tiejerfllue, Furkahorn, Weisshorn e Valbellahorn, em fotografia com seis horas de exposição em Arosa (Suíça)”. Além da beleza, a foto traduz uma verdade. Tudo na natureza se move. A vida é movimento, transformação, mudança. Mesmo para as estrelas, que para nós aqui embaixo, parecem pontinhos fixos e brilhantes na imensidão do céu. E de um jeito ou de outro, acredito que todos nós temos capacidade de nos mover exatamente como as estrelas da foto: deixando um rastro de luz por aí. Assim como na foto, alguns rastros brilham mais, outros menos. Mas todos brilham...



Foto: Alessandro Della Bella/EFE

Wednesday, December 20, 2006

Crianças

Mesmo quando eu era criança, já gostava de crianças. Hoje em dia, gosto mais ainda... Como adulta, percebo o quanto a infância é especial: é a época em que o grau de sinceridade pode bicar o “politicamente correto” e as “convenções”.
A criança não ri para quem não gosta, não tem que dar gargalhadas na piada sem graça que o presidente da empresa contou. Muito menos tem que aturar as pessoas que, como adultas, ainda se mostram infantis. Quando criança, faz sentido o beicinho, a birra, o bater pezinho na hora da contrariedade... Só que tem adulto que fica com inveja e faz o mesmo, se tornando insuportável. Pois o bom de ser criança é que dá para fazer careta, chutar a canela, dizer os impropérios mais leves soarem como ofensa mortal. O “chata-boba-feia” proferido por uma criança tem mais força que qualquer palavrão que um adulto diga.
Ah, as crianças... Os seres mais sinceros deste planetinha tosco, mesmo quando dissimulam (porque a dissimulação infantil é sempre óbvia, porque é inocente e desprovida do grau de maldade, sacanagem e vaidade que marcam os adultos “duas caras”).
Alguém duvida? Então, vale dar uma olhada no vídeo do You Tube batizado com o nome “Bebê Gracioso”. Só a criança simula com graça; só a criança tem um grau de sinceridade tal que é impossível não notá-lo em suas atitudes.


Sunday, December 03, 2006

Definição do amor

Para mim, o Google é uma ferramenta e tanto. Uma das grandes invenções dentro da invenção-mor: a Internet. Pois bem... Fiz o teste. Fui lá no site e digitei “amor” + “definição” e dei enter. Resultado: 1.380.000 em 0,20 segundos. Ah, Google... Acho que dessa vez, nem você me ajudou. Porque eu poderia vasculhar o milhão e pouco de páginas, destrinchar resultado por resultado, dar “Ctrl + C / Ctrl + V” várias vezes, fazer uma compilação, escrever um tratado. Não seria suficiente. Amor não se define. Mas se diagnostica...

1 - Antes de tudo, se você se questiona se é amor ou não, pode ter certeza: não é. Amor quando surge, vem com tudo e vem de tal forma, que a gente sabe logo.

2 – Amor é como um painel em mosaico: você vê o todo, mas quando chega perto, vê que essa totalidade é feita de pequenos pedacinhos. E cada um tem sua função... Experimente arrancar um deles e olhar o mosaico de novo: o olho detecta logo, sabe que falta uma coisinha.

3 – Amor é anestésico e sinestésico ao mesmo tempo. Como pode? Ele serve para aliviar qualquer dor do mundo. Ao mesmo tempo, desperta todos os seus sentidos para um grau de intensidade extremo. E aí, você se emociona – a palavra é essa – com coisas aparentemente pequenas (que forma o mosaico), como o perfume da pessoa que ama na cordinha da sua câmera. E a pessoa aparece inteira na sua frente.

4 – Se você já tem uma linguagem própria com alguém, meio caminho andado para o amor. Deve ser aquele papo de “ainda que eu falasse a língua dos homens e a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”. Porque amor pede linguagem própria.

5 – Planos... Amor pede planos. Não somente casamento ou coisas assim... Mas se nas viagens ao futuro, você se vê com quem está ao seu lado, é amor. E a visão é indissociável. Quando não é, pode estar certo: não é amor.

Por que toquei no assunto? Porque vi a pessoa que amo há poucas horas atrás. E já estou morrendo de saudade. E nem questiono... É amor, é amor, é amor. Na verdade, eu fiz a pesquisa “amor” + “definição” no Google porque eu queria ver se aparecia o nome dessa pessoa como primeiro resultado da pesquisa. Porque para mim, amor (e não estou falando de amor da família, nem dos amigos de verdade) tem nome. E era esse nome que devia aparecer para mim no resultado da busca. Ok, o Google tem limitações. Felizmente, o amor não.

Monday, November 20, 2006

Dois, 730, 17.520...

Não, não é mais um mistério numérico de Lost. Não é resultado de nenhuma equação matemática, muito menos a evolução da minha conta bancária. É uma simples seqüência, de forma nenhuma aleatória e que, para mim, é a mais pura expressão da felicidade. Não quero revelar a fórmula. Até porque não se trata de matemática, porque não é ciência exata. Antes, tem traços de química. E química das boas, daquela que dá liga forte e duradoura. Química que serve de combustível para aquecer a alma e a vida. Que serve para iluminar quando tudo parece escuro, que serve como bálsamo para dores do mundo, que serve como energia para as batalhas diárias.Não preciso dizer o que são esses números... Mas entre números, fórmulas e química, digo que, para mim, ser feliz é ter vontade de multiplicar esses números por mil!

Wednesday, November 15, 2006

V de...viu isso?


Foto de ontem (14/11), que emociona meu lado "V". Durante um protesto em frente ao Departamento de Justiça de Washington (EUA), manifestantes da Fundação "Nós Somos o Povo" se fantasiaram como personagem da obra "V de Vingança".
Ai, ai... Um dia, quem sabe?

Foto: Matthew Cavanaugh/EFE

Mínimas que eu acho o máximo - I

1 – Quem não pode com mandinga, não carrega patuá.
2 – Não sabe brincar? Não desça para o play.
3 – Tenta a sorte que o azar é certo.
4 – Jabuti não sobe em árvore. Se está lá, ou é enchente ou mão de gente.
5 – Juiz de futebol é o único ladrão que pode roubar à vontade e ainda sair protegido pela polícia.

Monday, November 06, 2006

Nem o capeta agüenta mais...

Morreu ontem (05/11), a aposentada que teve seu corpo incendiado numa fila de banco, em São Gonçalo (RJ). A louca que fez isso, de nome Solange Ferreira dos Santos, teve – na cabeça torpe dela – um motivo: pelo segundo dia seguido, não conseguiu sacar o dinheiro de sua pensão. Escolheu a vítima aleatoriamente, mas não sem pensar no caso. Segundo ela mesma, foi para casa, trocou de roupa, comprou gasolina e fez o que fez. Também disse que não sentiu nada no coração por ter feito isso, se sentindo até meio leve. Como defesa alegou: “de vez em quando, fico possuída por coisas ruins, pelo demônio”.
Que lástima o ser humano é. Animal da pior espécie: traiçoeiro como nenhum outro, dotado de covardia como não se vê entre os bichos. Pequeno, baixo, leviano. Desde as épocas remotas. Não por acaso, em algum momento da história, provavelmente numa daquelas horas que o espelho indicava essa natureza imperfeita e cruel, inventou ele: o demônio. Culpado por todas as atrocidades do mundo, responsável pelo estímulo a todos os atos ruins, a grande mão que manipula fantoches de pouca vontade diante de seus caprichos vis.
Conveniente, não? Uma pessoa compra gasolina, taca fogo em outra, não sente remorso por isso e a culpa é de quem? Ah, do demônio... O cara bebe, espanca a esposa, estupra os filhos, quebra tudo em casa. Põe na conta do capeta... Outros se rendem ao sexo promíscuo, às drogas, cheiram tudo, matam, esganam por dinheiro, por inveja, por despeito ou por qualquer motivo banal, todos já sabem quem é o responsável. Sim, claro. Sem problemas de culpa; sem dívidas a pagar (no máximo um dízimo redentor e uma falsa postura redimida – aleluia, aleluia!). A culpa é do rabudo, do cramulhão, do coisa ruim.
Não aturo mais ouvir coisas assim. O demônio existe sim, mas não tem rabo, chifres, não porta tridente. O demônio é a falta de capacidade do ser humano em lidar com o livre arbítrio. Nada mais demoníaco que um bicho capaz de saber o quanto o outro pode sofrer – e ainda assim, fazer de tudo para isso. Nada mais diabólico do que saber como provocar a dor, do que tirar a vida por motivos injustificados, do que destruir tudo que toca. E ainda assim fazê-lo. Não, não culpem o diabo. Ele é um bode expiatório dessa História triste escrita pelos homens (e por isso mesmo, precisavam arranjar um “mordomo” como culpado de todos os crimes”.
No máximo, acreditaria no Diabo como um elo na grande cadeia divina. Ele seria o tentador, até poderia fazer propostas horrendas – o que não acredito – mas pela imagem e semelhança que teoricamente herdamos do Criador, o livre arbítrio deveria optar por seguir sempre o caminho do Bem (com maiúscula mesmo).
Chega! Basta constatar: NENHUM outro animal é assim. Só o que é dotado de livre arbítrio escolhe ser cruel. Canso de ver Animal Planet, Discovery. Já vi mil guepardos comendo gazelas, cervos ou outros bichos, mas nunca vi nenhum deles torturando, matando por gosto, por inveja, por despeito. Matam para proteger território, a cria, para conseguir comida. Ponto. Por isso os bichos não precisam de demônios. O demônio é um álibi pobre para tentar ocultar uma realidade flagrante: o ser humano pode ser dotado de uma natureza muito, muito ruim. Em essência. E ter aparência de dona-de-casa que está no caixa eletrônico. Não tem rabo; nem chifres; não tem a tez vermelha; não fala com voz gutural. Quer ver um demônio em potencial? Só abrir a janela e ver as pessoas passando na rua. Se tiver coragem, vá para a frente do espelho.

Thursday, October 26, 2006

United Collors of Life

Parecia anúncio do Oliviero Toscani, mentor dos famosos anúncios da Benetton. Mas desta vez não era obra produzida por nenhum estúdio. Era obra da vida, da natureza. E por isso mesmo, ainda mais tocante.
Layton e Kaydon Richardson são irmãos gêmeos. Nasceram em Middlesbrough, Inglaterra. São mestiços, filhos de mãe negra e pai branco. Cada um nasceu de uma cor. Quantas lições poderíamos tirar de uma foto como essas, se as pessoas colocassem esse fato numa escala maior? Numa escala, na qual ficasse claro que somos todos frutos de uma mesma mãe (a vida) e um mesmo pai (sim, acredito em Deus). Temos cores diferentes, mas assim como na foto, somos todos irmãos.